Quadro da época da Revolução Constitucionalista de 1932, inspirado no Hino da Liga de Defesa Paulista “O PASSO DO SOLDADO”, produzido artesanalmente em homenagem aos soldados constitucionalistas.
A obra é uma mistura de pintura sobre tecido (fundo) e detalhes aplicados em relevo:
O capacete é pintado e recortado em cartão e a jaqueta do soldado (com a manga almofadada e detalhes como botões e correias aplicados) em tecido grosso:
A bandeira é em tecido sobreposto, com as listras brancas e pretas costuradas e os detalhes dourados do quadrado vermelho (mapa do Estado de São Paulo e as estrelas) aplicados em relevo, assim como o cordão do mastro.
No canto inferior direito, pintado sobre o tecido de fundo aparece, já meio apagado, o refrão do Hino “O Passo do Soldado”, de Marcelo Tupinambá e letra de Guilherme de Almeida:
Marcha, Soldado Paulista,
marca o teu passo na História!
Deixa na terra uma pista,
Deixa um rastilho de glória!
TAMANHO (cm): 69,0 x 55,0 (com moldura)
O tecido sobre o qual foi pintado o fundo tem marcas de desgaste causadas pelo tempo, mostradas nas fotos.
UM PEQUENO -GRANDE DETALHE;Pode-se afirmar que este quadro foi feito DURANTE A REVOLUÇÃO, mais precisamente bem no seu inicio, por conta da bandeira, que apresenta o contorno do estado ao centro do círculo ao invés do contorno do país. Explica-se: até o início da revolução, o desenho da bandeira do estado não estava oficializado. Tanto a bandeira quanto o Brasão foram oficializados DURANTE o conflito. Por isto os primeiros brasões apresentam a frase: Pro S. Paulo Fiant Eximia ao invés do adotado : Pro Brasilia Fiant eximia.
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quarta-feira, 26 de outubro de 2016
FAMÍLIAS DE EX-COMBATENTES GUARDAM " RELÍQUIAS" DA REVOLUÇÃO DE 1932
Parentes de Aristeu Valente, que morreu nas trincheiras, relembram fatos.
Neto de soldado conserva medalha há 35 anos como memória do avô.
Claudia Assencio
Do G1 Piracicaba e Região
Objetos usados por Aristeu Valente durante a Revolução de 1932 e foto do voluntário (Foto: Osnei Restio)
Familiares de ex-combatentes da Revolução Constitucionalista de 1932 guardam lembranças e "relíquias", como medalhas, fotos e outros objetos daqueles que lutaram em um dos maiores conflitos armados da história do Brasil. Um dos voluntários levava a coragem no nome. Aristeu Valente, de Nova Odessa (SP), foi o único dos 13 soldados da cidade que morreu em combate.
Maria Célia Dias Blanco, de 60 anos, é sobrinha de Aristeu. Ele morreu aos 23 anos, no dia 18 de agosto de 1932. "Eu era muito pequena quando minha mãe, Theresina Valente Dias, nos contava o que aconteceu com ele", comentou.
"Eu tinha apenas cinco anos quando ouvi as primeiras histórias, lembradas pelos familiares, de que meu tio foi vítima de uma emboscada durante a revolução. Ele morreu com um golpe de baioneta. Minha mãe conta que foi um padre quem retirou a faca do corpo dele", lembrou.
O soldado Valente pertencia ao batalhão 23 de Maio e foi morto em um morro existente na divisa de Águas de Lindóia (SP) e Monte Sião (MG). No local, onde outros combatentes também perderam a vida, existe um monumento.
Aristeu Valente morreu durante combate(Foto: Maria José Valente/Arquivo Pessoal)
A funcionária pública aposentada Maria José Valente Cordeiro, de 71 anos, também é sobrinha de Aristeu. Ela contou que a família guardou durante muitos anos objetos do tio, mas doou medalhas de condecoração, munições e o chapéu de ferro por ele utilizado durante o combate.
As "relíquias" foram entregues ao Centro Cultural Herman Jankovitz, que fica na Biblioteca de Nova Odessa (SP).
Mas a sobrinha do ex-combatente ainda guarda publicações de homenagem a Aristeu, como páginas de jornal e um livro de memórias da revolução editado pela Câmara. Valente foi sepultado primeiramente em Americana (SP), mas depois foi transferido para o Cemitério Municipal de Nova Odessa com todas as homenagens merecidas.
Outra história
O advogado José Reinaldo Zorzetto, de 55 anos, natural de Limeira (SP) e que atualmente reside em Piracicaba (SP), é neto de outro ex-combatente da revolução, José Fernandes Prado, que também lutou como voluntário aos 23 anos de idade. Mas Prado sobreviveu à batalha, constituiu ele também lutou como voluntário. Sobreviveu à batalha e constituiu família.
José Reinaldo Zorzetto guarda medalha recebida pelo avô (Foto: Claudia Assencio/G1)
Após a morte de Prado, Zorzetto guarda a medalha de condecoração desde quando era muito jovem. "Eu a levo comigo para onde for há mais de 35 anos. Ela é a única lembrança que tenho de meu querido avô materno", disse emocionado. O advogado lembra que, segundo contavam seus familiares, Prado viu muitos parceiros de luta morrer. "Ele dizia a minha avó que uma granada explodiu ao lado dele e matou um colega".
Revolução de 32
O golpe de estado que levou Getúlio Vargas ao poder fez com que o estado de São Paulo ficasse insatisfeito com o governo provisório. Os paulistas exigiam uma nova constituição e o estabelecimento de eleições para presidentes.
Como as reivindicações não foram atendidas, os paulistas começaram a se manifestar nas ruas contra o governo de Vargas. Em um desses protestos, em maio de 1932, uma reação policial provocou a morte de estudantes que militavam contra o governo, Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. As iniciais dos nomes (MMDC) se tornaram símbolo da revolução.
A REPORTAGEM DO G1 PODE SER CONFERIDA NO LINK:
EXPOSIÇÃO VIRTUAL DO MIS/SP TRAZ A PARTICIPAÇÃO FEMININA DURANTE A REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932 À TONA
domingo, 23 de outubro de 2016
A REVOLUÇÃO OCULTA DE 32
Derrotado nas armas, São Paulo venceu nas iniciativas que modernizaram a economia e a sociedade brasileiras, diz sociólogo
A Revolução paulista de 9 de julho de 1932 enfrentou não apenas uma ditadura em formação, mas também um preconceito consolidado contra São Paulo. Desde a proclamação da República por Deodoro contra os republicanos civis, mais do que contra a monarquia, era o republicanismo de propensão ditatorial, perfilhado pelo Exército, divergente do republicanismo paulista. E desde a greve geral de 1917, era São Paulo suspeito de ser um Estado de grevistas e bolcheviques. Sobretudo porque era o Estado que mais recebia trabalhadores imigrantes.
Essas concepções apareceram em documentos e em mensagens escritas a carvão nas paredes das casas invadidas nos bairros operários de São Paulo, já na Revolução Tenentista de 1924, que não foi uma revolução paulista, escritas por soldados do Exército, da Marinha e das forças públicas, oriundos de outros Estados, que ocuparam a cidade, bombardeando-a e matando civis inocentes, além de militares em combate. Mais de 500 mortos e muitos feridos e mutilados, crianças, velhos, mulheres, famílias inteiras, nos bairros operários como o Brás, o Belenzinho, a Mooca, o Cambuci. Fábricas foram destruídas, empregos cessaram. Fazia parte das tropas do general Potiguara, que atacou o bairro da Mooca, um desses soldados que mais tarde se juntaria ao bando de Lampião, com o apelido de Jararaca, e morreria no ataque dos cangaceiros a Mossoró, no Rio Grande do Norte. Acabou sendo objeto de devoção, lá mesmo, com fama de santidade. Um retrato daquele Brasil que diferia do Brasil de que São Paulo fazia parte, o das regiões que se modernizavam.
As revoluções tenentistas dos anos 1920 culminariam na Revolução de Outubro de 1930, iniciada no Rio Grande do Sul e liderada por Vargas, com apoio do Partido Democrático de São Paulo. Ainda que minimizado e colocado sob intervenção federal, como se fosse uma colônia, São Paulo deu à composição do Governo Provisório de Vargas o banqueiro e comerciante de café José Maria Whitaker para revigorar a economia e enfrentar criativamente as graves decorrências da crise econômica de 1929, que alcançava o Brasil inteiro. Whitaker antecipou-se a John Maynard Keynes, o formulador da Teoria Geral do Emprego, publicada em 1936, ao adotar em 1930-1931 uma solução pré-keynesiana para a crise, na compra do café colhido, ainda que sem mercado, e na queima dos estoques para manter o fluxo de renda e o nível de emprego na economia cafeeira com seus extensos efeitos multiplicadores na economia do País.
É o que em grande parte explica o surto industrial paulista dos anos 1930 com a manutenção e ampliação de um mercado interno que já não podia ser abastecido por importações devido à insuficiência de divisas. Diferente do que supôs Celso Furtado, o relatório de Whitaker, que ele não leu, indica que o ministro tinha clareza quanto à inovação que estava fazendo. Sua política não foi acaso, que para proteger o café teria promovido a industrialização sem o pretender, como Furtado sugeriu. São Paulo já dispunha de uma base industrial consolidada. Nasceu aí a oculta revolução econômica e social que modificou o Brasil para sempre, libertando-o do domínio da economia colonial de exportação e interiorizando os centros de decisão econômica.
Nos dias que precederam a Revolução de 1932, o Exército redefinia as divisas de São Paulo com Minas Gerais e anexava terras paulistas ao território mineiro, enquanto o governo federal tardava em convocar a Constituinte que os paulistas queriam. Havia, portanto, uma tensão grande em São Paulo quando, num domingo de maio, o promotor público Ibrahim Nobre fez vibrante discurso na Praça do Patriarca, agarrado a um poste de iluminação, clamando por uma constituição e por democracia. A multidão acabaria saindo em marcha pelas ruas da cidade até a Praça da República, na esquina da Rua Barão de Itapetininga. Ali ficava a sede da Legião Revolucionária, que apoiava Vargas. De dentro do prédio, tiros foram disparados, várias pessoas tombaram feridas, quatro mortos, que se tornariam o símbolo da revolta. A Revolução se tornara inevitável.
Derrotado nas armas, São Paulo venceu nas iniciativas decorrentes que consolidaram o nosso caminho de modernização econômica e social. Uma de suas principais iniciativas de vencido que não se dobra foi a da criação da Universidade de São Paulo, uma fábrica de conhecimento, para ela trazendo cientistas e intelectuais dos países desenvolvidos para criar aqui uma universidade de primeiro mundo. Eram os vencidos a quem Vargas ouvia para revolucionar a economia e as relações de trabalho, como Roberto Símonsen, industrial, engenheiro formado pela Escola Politécnica, que apoiara a Revolução de 1932. Era ele o teórico do primado da indústria para vencer a pobreza colonial dos ciclos econômicos que fragilizavam o País. O que possibilitou que milhares de brasileiros do interior e dos Estados vencedores migrassem para São Paulo atraídos pelos empregos que o surto industrial do Estado vencido criava.
JOSÉ DE SOUZA MARTINS É SOCIÓLOGO, MEMBRO DA ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS. ENTRE OUTROS
LIVROS, AUTOR DE O CATIVEIRO DA TERRA (CONTEXTO)
A Reportagem original pode ser lida no link:
A Revolução paulista de 9 de julho de 1932 enfrentou não apenas uma ditadura em formação, mas também um preconceito consolidado contra São Paulo. Desde a proclamação da República por Deodoro contra os republicanos civis, mais do que contra a monarquia, era o republicanismo de propensão ditatorial, perfilhado pelo Exército, divergente do republicanismo paulista. E desde a greve geral de 1917, era São Paulo suspeito de ser um Estado de grevistas e bolcheviques. Sobretudo porque era o Estado que mais recebia trabalhadores imigrantes.
Essas concepções apareceram em documentos e em mensagens escritas a carvão nas paredes das casas invadidas nos bairros operários de São Paulo, já na Revolução Tenentista de 1924, que não foi uma revolução paulista, escritas por soldados do Exército, da Marinha e das forças públicas, oriundos de outros Estados, que ocuparam a cidade, bombardeando-a e matando civis inocentes, além de militares em combate. Mais de 500 mortos e muitos feridos e mutilados, crianças, velhos, mulheres, famílias inteiras, nos bairros operários como o Brás, o Belenzinho, a Mooca, o Cambuci. Fábricas foram destruídas, empregos cessaram. Fazia parte das tropas do general Potiguara, que atacou o bairro da Mooca, um desses soldados que mais tarde se juntaria ao bando de Lampião, com o apelido de Jararaca, e morreria no ataque dos cangaceiros a Mossoró, no Rio Grande do Norte. Acabou sendo objeto de devoção, lá mesmo, com fama de santidade. Um retrato daquele Brasil que diferia do Brasil de que São Paulo fazia parte, o das regiões que se modernizavam.
As revoluções tenentistas dos anos 1920 culminariam na Revolução de Outubro de 1930, iniciada no Rio Grande do Sul e liderada por Vargas, com apoio do Partido Democrático de São Paulo. Ainda que minimizado e colocado sob intervenção federal, como se fosse uma colônia, São Paulo deu à composição do Governo Provisório de Vargas o banqueiro e comerciante de café José Maria Whitaker para revigorar a economia e enfrentar criativamente as graves decorrências da crise econômica de 1929, que alcançava o Brasil inteiro. Whitaker antecipou-se a John Maynard Keynes, o formulador da Teoria Geral do Emprego, publicada em 1936, ao adotar em 1930-1931 uma solução pré-keynesiana para a crise, na compra do café colhido, ainda que sem mercado, e na queima dos estoques para manter o fluxo de renda e o nível de emprego na economia cafeeira com seus extensos efeitos multiplicadores na economia do País.
É o que em grande parte explica o surto industrial paulista dos anos 1930 com a manutenção e ampliação de um mercado interno que já não podia ser abastecido por importações devido à insuficiência de divisas. Diferente do que supôs Celso Furtado, o relatório de Whitaker, que ele não leu, indica que o ministro tinha clareza quanto à inovação que estava fazendo. Sua política não foi acaso, que para proteger o café teria promovido a industrialização sem o pretender, como Furtado sugeriu. São Paulo já dispunha de uma base industrial consolidada. Nasceu aí a oculta revolução econômica e social que modificou o Brasil para sempre, libertando-o do domínio da economia colonial de exportação e interiorizando os centros de decisão econômica.
Nos dias que precederam a Revolução de 1932, o Exército redefinia as divisas de São Paulo com Minas Gerais e anexava terras paulistas ao território mineiro, enquanto o governo federal tardava em convocar a Constituinte que os paulistas queriam. Havia, portanto, uma tensão grande em São Paulo quando, num domingo de maio, o promotor público Ibrahim Nobre fez vibrante discurso na Praça do Patriarca, agarrado a um poste de iluminação, clamando por uma constituição e por democracia. A multidão acabaria saindo em marcha pelas ruas da cidade até a Praça da República, na esquina da Rua Barão de Itapetininga. Ali ficava a sede da Legião Revolucionária, que apoiava Vargas. De dentro do prédio, tiros foram disparados, várias pessoas tombaram feridas, quatro mortos, que se tornariam o símbolo da revolta. A Revolução se tornara inevitável.
Derrotado nas armas, São Paulo venceu nas iniciativas decorrentes que consolidaram o nosso caminho de modernização econômica e social. Uma de suas principais iniciativas de vencido que não se dobra foi a da criação da Universidade de São Paulo, uma fábrica de conhecimento, para ela trazendo cientistas e intelectuais dos países desenvolvidos para criar aqui uma universidade de primeiro mundo. Eram os vencidos a quem Vargas ouvia para revolucionar a economia e as relações de trabalho, como Roberto Símonsen, industrial, engenheiro formado pela Escola Politécnica, que apoiara a Revolução de 1932. Era ele o teórico do primado da indústria para vencer a pobreza colonial dos ciclos econômicos que fragilizavam o País. O que possibilitou que milhares de brasileiros do interior e dos Estados vencedores migrassem para São Paulo atraídos pelos empregos que o surto industrial do Estado vencido criava.
JOSÉ DE SOUZA MARTINS É SOCIÓLOGO, MEMBRO DA ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS. ENTRE OUTROS
LIVROS, AUTOR DE O CATIVEIRO DA TERRA (CONTEXTO)
A Reportagem original pode ser lida no link:
segunda-feira, 18 de julho de 2016
Sd Arnaldo Siebert. Da Artilharia Constitucionalista
Sd Arnaldo Siebert. foi do Grupamento de Artilharia de Jundiaí e serviu em 32 junto dos Constitucionalistas. É o grandão ao fundo na esquerda.
INTERESSANTE E INFORMATIVO BLOG SOBRE A REVOLUÇÃO DE 1924 E A COLUNA COSTA-PRESTES
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
MUSEUS SOBRE A REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932
http://www.saopauloantiga.com.br/conheca-os-museus-da-revolucao-de-1932/
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
O Museu de Birigui disponibilizou em seu site (www.museubirigui.com.br) está fantástica foto de um veículo Chevrolet modelo Ramona 1927-29 com identificação do MMDC na lateral (em um acessório que ainda não consegui identificar fixado no estribo) e uma inusual cobertura de lona com a identificação " Batalhão Biriguy"
segunda-feira, 2 de março de 2015
FRIEDENREICH DEIXOU A BOLA E LIDEROU BATALHÃO NA REVOLUÇÃO DE 1932
O mais famoso jogador de futebol de sua época no Brasil um dia deixou a bola de lado para ir à guerra. Liderou um batalhão com quase 3.000 outros atletas e foi promovido a segundo tenente. Arthur Friedenreich tinha 40 anos de idade, e 20 de futebol, quando decidiu apoiar a Revolução Constitucionalista de 1932, cujo início completará 80 anos na segunda-feira.
Fried, como era conhecido, foi a primeira grande estrela do futebol brasileiro, multicampeão pelo Paulistano. E liderou um movimento dentro da Revolução paulista: o Batalhão Esportivo.
Milhares de atletas, não só os jogadores de futebol, uniram-se à causa paulista. Alguns, para isso, abriram mão da participação na Olimpíada de Los Angeles, que aconteceria no mesmo ano.
Objetos e uniforme usados por Arthur Frienderich na Revolução de 1932
Fabio Braga/Folhapress
Friedenreich foi até uma rádio e fez um apelo aos colegas esportistas para que se unissem à causa. Mais: doou suas medalhas e troféus para ajudar a financiar a luta armada contra Getúlio Vargas.
"Os clubes se envolveram na guerra e liberaram seus atletas. O Campeonato Paulista foi interrompido. A adesão de Friedenreich deu ânimo para a causa", declarou o historiador Eric Lucian Apolinário, que há cinco anos pesquisa o assunto.
Em 19 de julho de 1932 a "Folha da Noite", uma das publicações que deram origem a esta Folha, contou como os times da capital se envolveram. Era no campo da Floresta, antigo estádio do São Paulo, que os exércitos se reuniam. O Corinthians colocou à disposição seu "Departamento de Educação Physica, todas as suas instalações, tanto a sua sede, como sua praça de esporte".
O Sirio disponibilizou sua sede para distribuir cartões da mobilização. E o Ipiranga ofereceu seu espaço para a Cruz Vermelha.
Fried e seu batalhão foram enviados a Eleutério, distrito de Itapira, divisa com Minas Gerais, para se juntarem a outros batalhões no combate. Embarcaram da Estação da Luz no dia 1º de agosto para a batalha. "O famoso Arthur Friedenreich passou garboso, ostentando seus galhões de sargento, tendo recebido uma enorme aclamação de seus prediletos", relata a edição da "Folha da Noite".
Resistiram durante 25 dias antes de sofrerem um bombardeio aéreo e deixarem o local, conta Apolinário. "Estima-se que havia 55 mil soldados do exército federal e outros 30 mil das policias estaduais, portanto, 85 mil. Do outro lado, 30 mil soldados constitucionalistas, dos quais 10 mil eram voluntários. Não tinham nenhuma experiência militar", conta o historiador Marco Antônio Villa, professor da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e autor de "1932: Imagens de uma Revolução".
A Revolução terminou no dia 4 de outubro e deixou um legado para o futebol. No ano seguinte, o Campeonato Paulista se profissionalizou. E os jogadores, que tinham uma imagem marginalizada até então, ganharam mais respeito perante a sociedade.
"Imiteis meu gesto, inscrevendo-vos na Mobilização Esportiva, a fim de que todos juntos defendamos a causa sagrada do Brasil. Tudo por São Paulo num Brasil unido!", declarou Fried em seu discurso às rádios paulistas.
ARTUR FRIEDENREICH
Friedenreich foi o Pelé dos anos 20. Em 1930, com a extinção do futebol do paulistano, passou para o São Paulo, dando importante contribuição para a conquista do título paulista de 1931, mesmo com 39 anos de idade. Atuou também diversas vezes na seleção brasileira, tendo sido campeão su-lamericano de 1919 e artilheiro do campeonato. Marcou 1329 gols nos seus 26 anos de futebol, foi 9 vezes artilheiro do campeonato paulista. Moreno de olhos verdes e cabelo carapinha (filho de alemão com mulata), sua agilidade era tanta que os argentinos, reis do futebol naquela época, o apelidaram de El Tigre.
Fonte: Folha
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Núcleo MMDC de Atibaia
Entrou no ar a página do Núcleo MMDC de Atibaia:
http://mmdc.atibaia.org.br/
Curtam também a página dele no facebook:
LIVRO " O CONTRA TORPEDEIRO BALEADO "
Editado em 1933, o Livro " O Contra-Torpedeiro Baleado" escrito por Gerson de Macedo Soares conta episódios do bloqueio naval ao porto de Santos, no litoral. Editado por livraria Editora Marisa, Rio Possui a capa feita por artista que não consegui identificar pela assinatura no canto inferior direito.
Foi a primeira Nau de guerra a fundear na bahia de São Sebastião por ocasião da deflagração da Revolução Constitucionalista de 1932. Enviado pela Marinha do Rio de Janeiro para iniciar o Bloqueio ao porto da cidade de santos, ancora às 09:10m do dia 11 de Julho de 1932 no canal de São Sebastião, Aonde se estabele a base de operações da Marinha, e no mesmo dia Juntaram-se a Ele os navios " Piauhy" e "Sergipe", Além de uma esquadrilha de Hidro Aviões Savoia Marchetti SM 55 ( Os de N. 1, 4 e 8) Todos comandados pelo Capitão de Fragata Schorcht. No dia 13, foi confirmada a ordem para que a esquadra, acrescida do Cruzador " Rio Grande do Sul" seguisse e efetivasse o Bloqueio do Porto da cidade de Santos.
Fica conhecido como o Contra-torpedeiro Baleado, pois no dia 12 de julho, ao navegar defronte à fortaleza de Itaipu, faz exercícios simulando uma invasão da bahia de Santos, para verificar a lealdade da guarnição do forte às forças da ditadura ou às tropas constitucionalistas. Recebe tiros de advertência disparados do forte, mas na água. Devido a um informe impreciso enviado por rádio, causou uma confusão e boataria que levou autoridades a se deslocarem à base de operações para checar a veracidade dos fatos. Foi atacado posteriormente pela Aviação Constitucionalista, episódio bem conhecido da Revolução Constitucionalista de 1932.
O CT-10 Mato Grosso
Foi a primeira Nau de guerra a fundear na bahia de São Sebastião por ocasião da deflagração da Revolução Constitucionalista de 1932. Enviado pela Marinha do Rio de Janeiro para iniciar o Bloqueio ao porto da cidade de santos, ancora às 09:10m do dia 11 de Julho de 1932 no canal de São Sebastião, Aonde se estabele a base de operações da Marinha, e no mesmo dia Juntaram-se a Ele os navios " Piauhy" e "Sergipe", Além de uma esquadrilha de Hidro Aviões Savoia Marchetti SM 55 ( Os de N. 1, 4 e 8) Todos comandados pelo Capitão de Fragata Schorcht. No dia 13, foi confirmada a ordem para que a esquadra, acrescida do Cruzador " Rio Grande do Sul" seguisse e efetivasse o Bloqueio do Porto da cidade de Santos.
Fica conhecido como o Contra-torpedeiro Baleado, pois no dia 12 de julho, ao navegar defronte à fortaleza de Itaipu, faz exercícios simulando uma invasão da bahia de Santos, para verificar a lealdade da guarnição do forte às forças da ditadura ou às tropas constitucionalistas. Recebe tiros de advertência disparados do forte, mas na água. Devido a um informe impreciso enviado por rádio, causou uma confusão e boataria que levou autoridades a se deslocarem à base de operações para checar a veracidade dos fatos. Foi atacado posteriormente pela Aviação Constitucionalista, episódio bem conhecido da Revolução Constitucionalista de 1932.
O CT-10 Mato Grosso
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
EDIÇÃO DE "O CRUZEIRO" ( 1. NÚMERO DA SUBLEVAÇÃO PAULISTA)
A edição Ano IV No. 51 de 22 de outubro de 1932, (apenas 10 dias depois do final dos combates) trouxe pela revista carioca "O Cruzeiro" a primeira cobertura desta que era a revista mais lida da época, sobre o evento. O exemplar em questão, adquirido por um paulista, traz uma curiosa rasura em uma das fotos, nitidamente de protesto político. Com fotos interessantíssimas e difíceis de serem vistas reproduzidas, é um ótimo documento de fonte primária de pesquisa.
Abaixo, a Rasura, colocando figuras públicas alinhadas à Getulio Vargas como carrascos, e a "Morte"!
Abaixo, a Rasura, colocando figuras públicas alinhadas à Getulio Vargas como carrascos, e a "Morte"!
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Cartas inéditas de soldado que lutou em 1932 narram rotina de batalhas.
O Jornal Folha de São Paulo publicou esta interessante matéria que pode ser acessada neste link:
http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/2014/07/1481147-cartas-ineditas-de-soldado-que-lutou-em-1932-narram-rotina-de-batalhas.shtml
O Texto de Robson Rodrigues, Colaborador da Folha, é bem interessante. O simples fato de resgatar esta pequena parte da memória da Revolução Constitucionalista por si só é merecedor de uma leitura. Ele narra a História da correspondência do Soldado José Fabio da Rocha Frota, que aos 20 anos combateu no 8o. Batalhão de Caçadores da Reserva, à Mãe, Maria da Glória. O Acervo de fotos e cartas está hoje com seu filho, Antônio Augusto da Rocha Frota, de 57 anos.
Reproduzo abaixo as imagens da reportagem:
Infográfico da Folha de S.Paulo sobre a Revolução de 1932
O Jornal Folha de S. Paulo publicou este infográfico bem interessante sobre o tema. Navegue por ele.
http://www1.folha.uol.com.br/infograficos/2014/07/84892-estrategia-de-guerra.shtml
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Exposição comemorativa 82 anos da Revolução Constitucionalista de 1932 - Em Amparo/ SP
cartaz na fachada do museu
O prefeito de Amparo e os idealizadores da exposição, Rodrigo Lima Pereira de Queiroz Telles, Claudio Senise e Sidnei Buso, Do Grupo de reencenação histórica ("Reenactment")Dogs of War, Ou DOW, e Willan Worth, Atual Comandante do Estado Maior do MMDC
Após a Exposição sobre os 80 anos da Revolução de 32 no CMSP, este ano fizemos contato com a Prefeitura de Amparo, que acatou a idéia de realizarmos uma exposição sobre a Revolução na Cidade.
O evento cresceu em atrações, e além da exposição, tivemos visita às trincheiras, Orquestra em concha acústica tocando as musicas da época, Salva de tiros de canhão de posição da época e até a inauguração de uma placa para recordar a lembrança do movimento. Vejam mais fotos:
O prefeito de Amparo e os idealizadores da exposição, Rodrigo Lima Pereira de Queiroz Telles, Claudio Senise e Sidnei Buso, Do Grupo de reencenação histórica ("Reenactment")Dogs of War, Ou DOW, e Willan Worth, Atual Comandante do Estado Maior do MMDC
Após a Exposição sobre os 80 anos da Revolução de 32 no CMSP, este ano fizemos contato com a Prefeitura de Amparo, que acatou a idéia de realizarmos uma exposição sobre a Revolução na Cidade.
O evento cresceu em atrações, e além da exposição, tivemos visita às trincheiras, Orquestra em concha acústica tocando as musicas da época, Salva de tiros de canhão de posição da época e até a inauguração de uma placa para recordar a lembrança do movimento. Vejam mais fotos:
segunda-feira, 16 de julho de 2012
EXPOSIÇÃO SOBRE A REVOLUÇÃO DE 32 EM BRASÍLIA - DF
As Avenidas 23 de Maio e Nove de Julho, em São Paulo, são símbolo da
Revolução de 1932. A primeira é uma alusão ao dia da morte de quatro
jovens estudantes que se tornaram heróis do movimento revolucionário e
deram origem à sigla MMDC (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo), pela
qual se tornou conhecido o levante paulista. Já a segunda avenida é
referente à data do início da guerra propriamente dita, considerada
feriado estadual em comemoração ao Dia do Soldado Constitucionalista.
Agora, ambas são referência na exposição Constitucionalista: 80 anos da Revolução de 1932, que acontece de 4 a 26 de julho, na Câmara dos Deputados, em Brasília.
Através de imagens, documentos históricos originais e objetos museológicos, a exposição mostra a relação deste episódio com a história da Câmara dos Deputados: apesar de ter sido uma guerra que dizimou cerca de 800 brasileiros, ela deixou um legado para a história parlamentar brasileira. A vitória de Getúlio Vargas não impediu o fortalecimento da luta pelo retorno da ordem democrática. Em 1933 foram realizadas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte, fato que marcou a reabertura do Poder Legislativo.
Para montar a exposição, o Espaço Cultural Zumbi dos Palmares e o Museu da Câmara dos Deputados contaram com material cedido pelo Museu dos Veteranos de 32, pelo Museu da Imagem e do Som (MIS) e pelo Museu Casa Guilherme de Almeida, todos de São Paulo, e também pelo Centro de Documentação e Informação da própria Câmara. Os documentos expõem aspectos ignorados pela história oficial, como a participação de mulheres de diversos segmentos sociais, negros, índios e crianças que se mobilizaram em diferentes frentes pelo ideário da revolução.
A mostra pode ser visitada de segunda à sexta, das 9h às 18h30, no Corredor de acesso ao Plenário Ulysses Guimarães da Câmara dos Deputados. A entrada é franca.
Através de imagens, documentos históricos originais e objetos museológicos, a exposição mostra a relação deste episódio com a história da Câmara dos Deputados: apesar de ter sido uma guerra que dizimou cerca de 800 brasileiros, ela deixou um legado para a história parlamentar brasileira. A vitória de Getúlio Vargas não impediu o fortalecimento da luta pelo retorno da ordem democrática. Em 1933 foram realizadas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte, fato que marcou a reabertura do Poder Legislativo.
Para montar a exposição, o Espaço Cultural Zumbi dos Palmares e o Museu da Câmara dos Deputados contaram com material cedido pelo Museu dos Veteranos de 32, pelo Museu da Imagem e do Som (MIS) e pelo Museu Casa Guilherme de Almeida, todos de São Paulo, e também pelo Centro de Documentação e Informação da própria Câmara. Os documentos expõem aspectos ignorados pela história oficial, como a participação de mulheres de diversos segmentos sociais, negros, índios e crianças que se mobilizaram em diferentes frentes pelo ideário da revolução.
A mostra pode ser visitada de segunda à sexta, das 9h às 18h30, no Corredor de acesso ao Plenário Ulysses Guimarães da Câmara dos Deputados. A entrada é franca.
CONHECENDO UM POUCO DA HISTÓRIA DE MARIA SQUASSÁBIA
Uma das heroínas da Revolução de 1932, Maria Squassábia pegou farda de soldado desertor e se juntou à tropa.
Maria Squassábia nas trincheiras
Durante a revolução, cerca de 70 mil mulheres foram fundamentais
para auxiliar os revolucionários, na fabricação de armas e munições, ajudando
como enfermeiras e confeccionando fardas.
"A mulher paulista é que deu força para os homens, para maridos e filhos que se alistaram e foram como voluntários", contou o historiador João Baptista Scannapieco.
"A mulher paulista é que deu força para os homens, para maridos e filhos que se alistaram e foram como voluntários", contou o historiador João Baptista Scannapieco.
Mais de uma delas, no entanto, foram além do trabalho de suporte. Uma delas, Maria Stela
Rosa Squassábia vestiu uma farda e foi para a frente de batalha. Nascida
em Araraquara, em 12 de março de 1889, filha de José Saquassábia e Palpello Clotildes, mudou-se ainda com 3 anos para São João da Boa Vista.
Maria Sguassábia foi professora primária na Fazenda Paulicélia, próxima
a cidade de Santo Antônio do Jardim. Quando viu tropas revolucionárias
passarem e, ,m dos soldados desertou e jogou a farda fora, Maria
recolheu as roupas, vestiu se infiltrou na tropa.
Segundo Maurício Marsiglia, neto da combatente, ela acabou sendo
descoberta e o capitão do pelotão não queria aceitá-la. “Ele se reportou
ao comandante do batalhão, que disse ‘por que não?’”, contou.
Neto da combatente lembra com orgulho quando avó
rendeu tentente federalista (Foto: Reprodução/EPTV)
rendeu tentente federalista (Foto: Reprodução/EPTV)
O neto lembrou do momento em que a avó mais se orgulhava, quando conseguiu render um tenente federalista. “O tenente quando percebeu que era uma mulher não queria se render nem entregar de forma alguma as armas. Neste instante, o comandante do batalhão da minha avó disse que o tenente teria se sentir orgulhoso de ter sido rendido por uma heroína”, lembrou.
São Paulo perdeu a disputa no campo de batalha, mas dois anos depois
conseguiu conquistar a principal reivindicação da revolução. Em 1934,
uma nova Constituição foi escrita, que deu o direito de votar às
mulheres.
“A nova Constituição trouxe uma conquista das mulheres paulistas para
todo as mulheres brasileiras, que foi o direito do voto”, comentou o
professor de história Fernando Varanda.
Maria Squassábia morreu em 14 de março de 1973, aos 74 anos. Ela está sepultada no cemitério de São João da Boa Vista.
Mais em: http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2012/07/sao-joao-da-boa-vista-celebra-uma-das-heroinas-da-revolucao-de-1932.html
Livro sobre Revolução de 32 é lançado em São João da Boa Vista
http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2012/07/livro-sobre-revolucao-de-32-e-lancado-em-sao-joao-da-boa-vista.html
Vai ser lançado neste sábado (14), em São João da Boa Vista, um livro sobre a Revolução de 32.
Escrito por três componentes da Academia de Letras da cidade, o livro com 80 páginas e várias ilustrações, conta a história e a participação do município na disputa armada pelo poder durante a revolução.
O material tem também a história das mulheres da cidade que se alistaram na Cruz Vermelha para ajudar os combatentes.
O lançamento será às 16h, em frente a Escola Estadual Joaquim José, lugar que serviu de quartel para os combatentes durante a Revolução de 32.
Vai ser lançado neste sábado (14), em São João da Boa Vista, um livro sobre a Revolução de 32.
Escrito por três componentes da Academia de Letras da cidade, o livro com 80 páginas e várias ilustrações, conta a história e a participação do município na disputa armada pelo poder durante a revolução.
O material tem também a história das mulheres da cidade que se alistaram na Cruz Vermelha para ajudar os combatentes.
O lançamento será às 16h, em frente a Escola Estadual Joaquim José, lugar que serviu de quartel para os combatentes durante a Revolução de 32.
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